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Glaucoma: a doença silenciosa que pode tirar a visão de muita gente

Um mergulho nas dificuldades e superação dos glaucomatosos

Por Portal TNews 14/02/2018 às 15:28:42

Por Kátia Prado - O glaucoma faz parte das doenças que soam como uma condenação aos ouvidos dos pacientes. O diagnóstico segue-se do medo da cegueira. E não é para menos, o glaucoma é o maior responsável pelos casos de cegueira irreversível no mundo.

O simples diagnóstico já mexe com a qualidade de vida do paciente. Descobrir a doença no início é um "alívio". Pois quando controlada, ela pode progredir pouco ou nada. Dá mais "alívio" ainda quando ouvimos o relato de alguém que convive há anos com o glaucoma e ainda enxerga. Mesmo assim, não é fácil. Mexe com o psicológico, com a rotina pessoal e familiar. 

O tratamento, feito com colírios, exames periódicos e cirurgias tem seus preços: caro, para quem faz particular e penoso, para a maioria que depende do SUS. Esses itens não são dispensáveis e podem ser a linha tênue entre continuar enxergando ou não. E ainda tem mais, apesar das semelhanças, cada paciente glaucomatoso precisa ser tratado de forma individualizada. O que vale para um, nem sempre vale para outro. 

A cegueira é um destino longe do nosso imaginário. Por isso, a primeira pergunta que vêm a cabeça é: essa doença tem cura? Para a medicina, ainda não. Mas, um glaucomatoso, que têm acesso ao tratamento adequado, poderá seguir celebrando as cenas da vida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020, 80 milhões de pessoas sofrerão com a doença no mundo. Os dados atuais já são uma triste estatística, então como lidar com essa perspectiva da OMS? 

Por ser uma doença silenciosa, a maioria das pessoas só sabe que a tem, quando já perdeu parte do campo visual. Foi o meu caso. Por isso, conhecer a doença e se prevenir é tão importante. No entanto, a realidade financeira dos brasileiros e a falta de conscientização sobre o problema faz com que um exame periódico anual ao oftalmologista fique fora de cogitação. Como 80% dos casos da doença são do tipo ângulo aberto, demoram até anos para aparecer os primeiros sintomas, as pessoas seguem suas vidas e quando se dão conta, precisam correr para "salvar" a visão.

Aqui começo uma série de matérias sobre o assunto. Vamos ver os dados oficiais atuais, a diferença entre o tratamento particular e do SUS, e também dar voz àqueles que, como eu, seguem na luta para enxergar e para alertar sobre a importância da prevenção. É preciso falar sobre o assunto, além das formas técnicas. Pois, os glaucomatosos não são apenas números, temos uma vida e famílias, que são tão afetadas quanto nós.

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